Manifesto de Apoio às Candidaturas de Mulheres Progressistas
Estamos diante de uma escolha sobre o país que queremos construir e sobre quem deve participar das decisões que definem seus rumos.
Defender a democracia participativa, os direitos humanos e a presença das mulheres nos espaços de poder é defender um projeto de país em que nossas vidas, nossas lutas e nossas reivindicações façam parte da construção das políticas públicas.
Essa disputa passa pela Presidência da República, pelo governo do Estado de São Paulo, pelo Senado Federal e pela ALESP. Passa por Lula, Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, além das demais candidaturas progressistas, especialmente as de mulheres que apoiam mulheres.
Apoiar essas candidaturas significa ampliar a presença das mulheres cis e trans nos espaços de decisão e fortalecer uma política comprometida com nossos direitos. Significa também romper com uma cultura política misógina que nos desvaloriza, dificulta nossa participação e limita nosso acesso aos espaços de tomada de decisões.
É preciso, ao mesmo tempo, denunciar o projeto que se coloca em sentido contrário. Apoiar Flávio B., fortalecer um Senado machista e misógino ou dar continuidade ao projeto de Tarcísio para São Paulo significa aprofundar um caminho de retrocessos nos direitos, na participação social e nas políticas públicas.
Em São Paulo, esse retrocesso já se expressa na redução de recursos para as políticas de gênero, no enfraquecimento dos programas de enfrentamento à violência contra as mulheres, na fragilização da participação social e na priorização das privatizações e da lógica de mercado na educação, na cultura e na saúde pública.
As políticas de gênero estão entre as mais prejudicadas. O governo do estado reduziu em mais de 50% o orçamento previsto para a Secretaria de Políticas para a Mulher, fragilizando programas voltados aos direitos das mulheres e projetos de enfrentamento à violência contra nós. Soma-se a isso a deterioração do atendimento nas Delegacias 24h e a falta de efetividade dessas políticas, em um contexto de aumento dos índices de feminicídio no estado.
Também foram esvaziados canais de participação democrática, como as Conferências, pela falta de apoio governamental, restringindo nossa participação na construção das políticas públicas.
O racismo e a xenofobia nos atingem de forma específica, aprofundando as desigualdades e dificultando nossa participação social e política. O enfraquecimento das políticas de enfrentamento a essas violências contribui para o isolamento e a fragilização das mulheres imigrantes, refugiadas e apátridas, sejam cis ou trans, afastando-nos dos espaços de participação e de construção das políticas públicas.
As candidaturas listadas a continuação nos representam porque defendem nossos direitos, estão presentes em nossas lutas e apoiam nossas reivindicações. Em seus projetos políticos, a defesa dos direitos humanos é um marco fundamental da democracia participativa pois são candidaturas que se contrapõem à agenda da ultradireita, fascista, misógina, racista, xenófoba e neoliberal.
Apoiamos candidaturas de homens aliados à luta das mulheres e das pessoas imigrantes, mas, desta vez, queremos dar protagonismo às candidaturas de nós para nós.
É por isso que declaramos nosso apoio para:
- Lula 13 - Presidente
- Haddad 13 - Governador por São Paulo
- Marina Silva 180 - Senadora por São Paulo
- Simone Tebet 400 - Senadora por São Paulo
Deputadas Federais:
- Juliana Cardoso — 1333
- Erika Hilton — 5070
- Sâmia Bomfim — 5000
- Luna Zarattini — 1302
- Sônia Guajajara — 5088
- Natália Boulos — 5010
- Professora Luciene Cavalcante — 5089
- Marina Helou — 4044
Deputadas Estaduais:
- Luiza Erundina — 50555
- Ediane Maria do MTST — 50110
- Leci Brandão — 65035
- Carmen Silva — 40300
- Professora Bebel — 13123
- Bancada Feminista do PSOL — 50000
- Mariana Conti — 50100
- Monica das Pretas — 50900
- Keit Lima — 50300
- Chirley Pankará — 50888
- Marina Bragante — 40444
Frente de Mulheres Imigrantes, Refugiadas e Apátridas de São Paulo (FMIRA)
São Paulo, 2026
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